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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

METALLICA TOCANDO COM LOU REED



video

      Para quem ainda não viu o Metallica tocando as músicas do álbum Lulu, o vídeo acima mostra uma das músicas. Na minha opinião o negócio ficou no minimo esquisito, não direi ruim porque muito da avaliação pode estar ligada ao fato de quem está tocando ser o Metallica. Tentei colocar o vídeo de uma apresentação completa mas não consegui então segue o link para ver todas as músicas do álbum ao vivo, é só clicar, que vai direto para a página no youtube: 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

GAROTOS PODRES - MAIS PODRES DO QUE NUNCA




Disco clássico do Garotos Podres. Datado de 1985, algumas músicas tiveram suas letras mudadas afim de burlar a censura que aina chegou a proibir a execução da faixa, "Johnny" nos meios de comunicação. O trabalho trás o punk curto e grosso, porém bem humorado, característico da banda. Aqui você vai achar o inconformismo existente na sociedade da época, que ainda estava em vias de se livrar da ditadura e sua censura.  

Essa edição já contém a música "Meu Bem", que não esteve presente na primeira prensagem. Seguem as músicas do álbum: 



01 - Não Devemos Temer

02 - Johnny
03 - Insatisfação
04 - Maldita Preguiça
05 - Vou Fazer Cocô
06 - Anarquia Oi
07 - Eu Não Sei o que Quero
08 - Papai-Noel Velho Batuta
09 - Miseráveis Ovelhas
10 - Liberdade (Onde Está?)
11 - Führer
12 - Meu Bem

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ANIVERSÁRIO DA BANDA PEDUBREU







Além da anfitriã a festa vai contar com as bandas Monumental, Shool Of Bred, Rock Vapor, JR Black, Blackstones e MC Priguissa, além da exposição fotográfica “Um olhar sobre a Cultura Popular, do fotografo Anchieta Xavier. O evento acontece amanhã (25/11) no Centro Cultural Dosol a partir das 21. Entradas vão custar R$10. 

DEBULHA DESIGN










A festa é o encerramento da Semana Acadêmica de Design da UFRN e terá como atrações as bandas Hey Apple, Ledgers, Girls on X, Los Costeletas Flamejantes e Vira-Latas Espumantes. O evento acontece AMANHÃ (25/11) no Cultura Clube a partir das 21h. As entradas custam R$10 na Livraria Nobel da Av. Salgado Filho.  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PONTO DE EQUILIBRIO EM NATAL 2011



      Uma das maiores expressões do reggae nacional volta a Natal amanhã (24/11). É a banda Ponto de Equilíbrio, que estará jogando suas pedradas de reggae root's no Armazém Hall. Também tocam no evento  Rastafeeling e Dj Junyor Ras. Mais informações pelo numero: 8899-8833. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GOOD INTENTIONS - ATÉ O FIM



     Esse é um trabalho da banda de Hardcore straight edge paulista Good Intentions. A banda está no cenário hardcore desde 1999 fazendo um som sincero e sem firulas. Neste cd você vai encontrar músicas rápidas e carregadas de ideologia, mas uma ideologia de quem realmente vive o que canta. Para baixar ou ouvir o trabalho dos caras é só clicar no link abaixo: 






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FESTIVAL DOSOL - ETAPA MOSSORÓ



No último final de semana aconteceu, pela primeira vez uma etapa do Festival DoSol em Mossoró. Estive cobrindo o evento para o Fuga Underground, e aqui vou fazer minha resenha pessoal.

O evento em Mossoró aconteceu no Flecha na Goela, um espaço enorme, que é composto pelo bar, onde ocorreu o evento, um grande terreno com campo de futebol mirim e duas piscinas e grande estacionamento. Ao chegarmos fomos recepcionados por Rafaum (Distro e Xubba Musik) e Kalyl Lamarck(baixista e vocalista do Monster Coyote)os donos do local. Quem sabia jogar sinuca correu logo para uma mesa que tinha no local, umas cervejas rolaram e logo serviram uma ótima feijoada.

O evento em si começou pontualmente às 15h15, durante os dois dias de evento, assim como em Natal não aconteceram atrasos, outro ponto a ressaltar é que também não faltou cerveja gelada e tira-gosto para quem estava presente. No total se apresentaram nos dois dias 19 bandas (seriam vinte, mas devido a fatores maiores uma das bandas não pôde se apresentar), nove bandas de Mossoró, uma de Caicó, cinco de Natal e três de outros estados.

Quem imaginou que o evento ter uma maioria de bandas de Mossoró traria algum demérito ou desvalorização se enganou profundamente. Não conhecia a Red Boots, achei um show dos melhores do evento a dupla (é só guitarra e bateria) fez um som pesado e cheio de efeitos, a Mahatma Gangue mostrou porque é uma das bandas mais queridas da cidade com um show divertido e perigoso como gosta de ressaltar Pedro Mendigo, o baixista do grupo. A High Desert nunca tinha visto, mas é composta por caras que já fazem som a um bom tempo e tocam em bandas conhecidas da geral como Rafaum (Distro), Kalyl e Amilton (Monster Coyote). Falar do Monster Coyote eu não preciso. Lei do Cão é a velocidade e peso de sempre. Cemitério de Elefantes, fez um instrumental dos melhores. Spunk é um punk torto bem aos moldes do que se fazia nos anos 80 e o “30 de Outubro” um indie rock aos moldes de Coldplay ou U2. Seyfer é um heavy metal aos moldes do Judas Prist.  

A única banda do interior, que não era de Mossoró, o Sertão Sangrento, também mostrou o porquê de tanta gente gostar do som dos caras, mesmo eles saindo pouco de Caicó. Horror Punk divertido e covers do Misfits para levar a geral ao delírio.

As natalenses foram lá e fizeram sua onda, Fliperama voltando à ativa (não se sabe se por muito tempo, mas voltaram), Dr. Carnage soltando seu hardcore e o ITEP, com seu metalcore / hardcore embora tenham tocado para um público relativamente pequeno fizeram seus show com todo o gás. O Calistoga voltou aos palcos com um show cheio de efeitos e presença de palco e prendeu a atenção do bom público para o seu show. O Comando Etílico mostrou porque é conhecido em boa parte do Brasil e porque tem tantos fãs aqui no estado, mesmo tocando sem o seu vocal principal, Hervall Padinha, botaram a galera para bater cabeça e pogar do inicio ao fim (a formação que se apresentou foi o trio restante, que era a primeira formação da banda).

As forasteiras não se fizeram de rogadas, a Rinoceronte(RS) fez um show que considerei até melhor que o de Natal e a Cerva Grátis(PB), além do show que foi muito bom, distribuíram cerva para a geral. Por fim a Alagoana Dad Fucked and the Mad Skunks, mostrou o melhor show entre as de fora e talvez o melhor do festival na cidade, mostrando um skacore cheio de energia com direito a cantor se jogando, trenzinho da galera e muitos agradecimentos ao final do show.

A impressão que ficou é que, principalmente para uma primeira edição, o evento foi um sucesso, nem um assalto que aconteceu antes dos shows no segundo dia conseguiu apagar o ótimo evento, as ótimas bandas e o ótimo público. Acredito que a edição de Mossoró deve ser efetivada como edição fixa do festival a cada ano crescendo mais, agora é esperar pelo ano que vem. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CHUVA NEGRA - TEPAPIA


O Terapia é o primeiro trabalho da banda paulista de Hardcore melódico, Chuva Negra. O cd contém 14 músicas. Embora de hardcore melódico aqui você não vai achar faixas de 4 minutos, nenhuma das músicas chega aos três 3 minutos, sendo por tanto um som trabalhado, porém direto. Para baixar o som do Chuva Negra é só clicar no link:

http://www.4shared.com/file/I_JtpiG1/Chuva_Negra_-_Terapia__2010__w.html?

OBS: Estou disponibilizando aqui, mas a banda também tem o perfil no Trama virtual, se preferir fazer o download remunerado e ajudar os caras baixe por lá. O intuito aqui é divulgar o som, até porque gostei e nem todo mundo tem perfil no Trama. Segue o link do Trama Virtual:

http://tramavirtual.uol.com.br/chuvanegrapunk

terça-feira, 15 de novembro de 2011

GALINHA PRETA - AJUDA NÓIS AÊ!




Trabalho desta que é uma das melhores bandas de Hardcore da atualidade no Brasil. Galinha Preta une elementos eletrônicos com a velocidade e peso do Hardcore / Grindcore / Punk e letras que chegam a ser cômicas. Segue abaixo as músicas que estão neste álbum, com destaque para a última faixa, que na verdade engloba parte de um show dos caras.


Músicas:
01 - Leis
02 - Saco De Plástico
03 - Ninguem Neste Mundo É Porra Nenhuma
04 - Eu Não Sei De Nada
05 - O Padre Baloero
06 - Pleunasmo
07 - Bicicleta
08 - W3 Sul
09 - A Carta Da Barata
10 - Urso Polar
11 - Nasdaq
12 - Café, Cigarro, Coca-Cola e STRESS
13 - Alejandro, Só O Sul!
14 - Coral De Cachorros do PSUL
15 - Show do Exploited (Live)



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ENTREVISTA: OS INFLAMÁVEIS (RN)

     


Continuando na ideia de movimentar este blog começarei a colocar aqui entrevistas com bandas locais, de outras cidades e / ou estados.

A primeira entrevistada é uma banda, que foi destaque no Festival DoSol deste ano. "Os Inflamáveis" fazem um rock'n roll que bebe nas fontes de bandas das décadas de 60 e 70. Banda com apenas 2 anos de formação estão em plena atividade participando com frenquência de shows e festivais pela cidade, já lançaram EP e estão em processo de finalização de um cd. Vamos à entrevista:

     
Eu - Como surgiu a idéia de montar “Os Inflamáveis”? Como surgiu a idéia do nome?

Daniel (Baterista)  - Bicho, a formação da banda foi bem rápida. Eu (Daniel), Gabriel e Thiago somos primos e sempre curtíamos fazer um som nessas típicas festas hilárias de família. Só que em 2009, em meio à bebedeira a gente resolveu botar pra frente um projeto mais organizado (ou talvez desorganizado, não sei ao certo). Faltava só um puto de um baixista pra fechar a cozinha. Eis que conheço Carlos Goiabeira e o convido pra um ensaio. De imediato o meliante puxa um riff doido no baixo e começamos a fazer uma jam. A partir daí a banda tava formada e fomos trocar uma ideia enchendo a cara no boteco mais próximo.    
   
O nome "Os Inflamáveis" só surgiu algum tempo depois. Não sei bem quem deu a ideia do nome, mas foi bem aceito por todos.

Vocês fazem rock’n roll. O plano é permanecer com trabalhos voltados para o estilo ou transcender para algo além, tipo psicodelia ou afins? 

Nós curtimos muita coisa, Alecrim. A essência da banda realmente é baseada nos rockões feitos na década de 1960 e 1970, e com certeza a psicodelia tá inserida nessa alcatéia (risos). A gente não fica pensando muito em fazer músicas em determinados moldes; a coisa apenas sai rolando, voando, fumando...  

 Vocês foram considerados revelação no Festival DoSol deste ano. Para vocês foi surpresa ou já esperavam a boa receptividade? 

Cara, foi uma surpresa sim. A gente achou que tocando às 17h do sábado, não teríamos um público tão bom, mas pelo contrário, o DoSol tava repleto de gente, todo mundo bebendo pra caralho, curtindo, e isso nos deixou mais à vontade, mais instigados pra fazer nosso som. Som esse do festival que tava sensacional, diga-se de passagem, e curtimos muito a sacação da galera, além das resenhas feitas pelas mídias locais.

Se fosse para se avaliar, vocês se considerariam revelação ou já uma realidade na música da cidade? 

A banda só tem 2 anos de estrada (uma viela na verdade, né?), mas já lançamos um EP Virtual (com 3 músicas), participamos dos dois últimos Festivais 'MPBeco', tocamos em várias casas que aceitam "roque" pela cidade, tocamos no Festival DoSol desse ano e estamos gravando nosso primeiro disco. Tamo em franca produção e efervescência, então somos uma realidade, já que no nosso cenário é raro ver bandas produzindo e movimentando trabalhos próprios.

 Vocês estão gravando um cd. Qual a previsão de lançamento?

O disco a priori era pra ficar pronto até o final desse ano, mas houve alguns contra-tempos, e com certeza não estará disponivel em 2011. Mas acreditamos que em meados de 2012 o disco dará as caras e faremos uma festa doida pra lançar a bolacha.


 O que o público da banda pode esperar do trabalho? 

Essa pergunta é interessante, porque é importante dizer que estamos gravando com Dante, um amigo nosso, e tá sendo muito massa, sabe? Apesar das paradas entre as sessões, a gente tá curtindo todo o processo das gravações. Algumas músicas a gente resolveu mudar radicalmente o arranjo, experimentar, testar equipamentos, sonoridades... e estamos gostando do resultado... antes de mais nada, podem esperar um disco muito doido!

 Vocês têm músicas que não vão entrar no disco, como funcionou a escolha das músicas que vão compor o trabalho?

Em um certo momento do ano passado a gente selecionou as músicas que tocaríamos nos shows, e consequentemente formou-se assim a ideia-base do disco. Depois disso fizemos outras canções, mas vão ficar pra próxima. 

 As que estão de fora, já vão começar a tocar nos shows para ver a recepção e, quem sabe, usar em um próximo cd?

Sim, sim... A gente tem algumas músicas correndo por fora do disco, e já estamos ensaiando, metendo ficha nelas pra tocar.

Espaço aberto para algo que a banda queira divulgar e que não foi perguntado. 

Valeu, Alecrim, pela iniciativa da entrevista. Só lastimo esse papo não ter sido num boteco, mas de qualquer forma, foi massa. A gente tem o myspace: www.myspace.com/osinflamaveisnatal - e lá é possível baixar o nosso EP lançado em 2010. No mais é qualquer coisa.

Daniel: Bateria.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SONS DO FIM DE SEMANA EM NATAL

 Este final de semana acontece a etapa mossoroense do Festival DoSol. Mas vamos ao que temos de rock em Natal:




SÁBADO – 12/11


OS BONNIES




           Os Bonnies se apresentam no Jazzy Rocks Bar. O show começa às 22h. A entrada custa R$5,00.






FESTIVAL DOSOL (MÚSICA CONTEMPORÂNEA)



      No sábado tocam no palco da Casa da Ribeira as bandas Hossegor (RN), Felipe Cazaux (CE), Monograma (MG) e Gato Lúdico (RN). O evento começa às 18h. A entrada é gratuita. 


O BOTEQUEIRO



      O jornal lança a sua 11ª edição com shows de Cabrito, ícone da pornôfonia, e Bunda Band. Os shows acontecem no Consulado Bar, a partir das 16h. As entradas vão custar R$20,00 na hora do evento.  


DOMINGO – 13/11


FESTIVAL DOSOL (MÚSICA CONTEMPORÂNEA)



       O último dia do Festival DoSol, Música Contemporânea, deste ano acontece domingo na Casa da Ribeira. Os shows ficam por conta de Adriano Sudário (RN), Comunidade Azougue (PE) e Nuda (PE). O evento começa às 18h. A entrada é gratuita.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

RESENHA FESTIVAL DOSOL 2011 - SEGUNDO DIA



Segundo dia de Festival DoSol. Este ano a aposta para este dia ficou nas grandes bandas brasileiras ao contrário dos dois anos anteriores onde entre as principais bandas do lineup estavam as gringas Exploited e Marky Ramone's Blitzkrieg. Não deixou a desejar, muito pelo contrário, principalmente a ala metaleira presente ao dia do evento ficou insana com os shows do Violator e Krisiun, sem contar que pela sua performance e atitude a primeira também agradou muito aos Hardcores presentes ao evento,  mas vamos às bandas:

ANTISKEUMORRA (RN)

A banda abriu o segundo dia do festival. Grupo já rodado no cenário Hardcore potiguar, tocaram já para um bom público, fazendo muito barulho e com muito peso e velocidade nas músicas como acontece normalmente nas apresentações do grupo.

LOS COSTELETAS FLAMEJANTES (RN)

A banda talvez se encaixasse melhor no primeiro dia visto que fazem um rock’n roll / rockabilly mais dançante com direito a topetes e, lógico, as costeletas. Não deixaram a desejar, apesar de ser apenas a segunda banda do dia. com bom público dentro do DoSol (longe de estar lotado, mas com público razoável) eles fizeram seu show composto de nove músicas e fizeram até algumas meninas dançar.

SUNSET BOULEVARD (RN)

Hard Rock ao estilo de bandas dos anos oitenta. É isso que os caras fazem, e fizeram no festival. Toda aquela presença de palco do final dos anos 80 e inicio dos anos 90 com direito aos clichês de cantor encenando dedilhados na guitarra e afins. Pediram até roda de polga, mas não deu. Sim para completar um cover de Europe, qual música? The Final Countdown, lógico. Foi um bom show, divertido.

CONQUEST FOR DEATH (EUA)

Banda antiga da cena gringa, adeptos do hardcore sem firulas ou estrelismo, se você esperava um show com morno quebrou a cara. Os caras são insanos, pularam, se jogaram... O cantor chegou a girar no palco com um maluco nos braços. Show porrada mesmo, músicas rápidas, gritadas, guitarras a toda distorção. Roda de polga do inicio ao fim sem parar.

MADAME SATAN (PA)

Carimbo com metal e em português. Estranha essa mistura? É exatamente o que faz a Madame Satan. Já tinha ouvido a banda em cd e visto alguns clipes, nada que me empolgasse ou mesmo me fizesse querer ir a um show deles. O show surpreendeu pelo peso que a banda tem ao vivo, muito maior que em estúdio, a cantora também fez muitos marmanjos babarem à beira do palco, o Armazém já estava lotado e muita gente bateu cabeça durante todo o show.

HILLBILLY RAWHIDE (PR)

Outra banda que tem muitos fãs em Natal, e que estiveram presentes no segundo dia do festival, mas que se encaixaria melhor no primeiro dia pelo estilo que tocam um psychobilly / Country. Mas até pelos fãs e pela presença de palco fizeram lotar o DoSol para ver a banda que ainda tocou um cover do Ratos de Porão, “Beber Até Morrer”, além de músicas próprias que muita gente conhecia e cantava.

GUACHASS (URUGUAI)

Outra que ficou meio deslocada quanto ao estilo para o dia. Banda de mulheres, ainda por cima bonitas, fez um show em que o público mais assistiu (também quem diabos ai ficar se batendo com macho com elas no palco). Sim! A banda tem um cara no meio, mas nada que seja percebido.

MONSTER COYOTE (RN)

Banda da casa tem público na cidade e em todo o estado, tiveram a difícil missão de abrir para o Violator e se garantiram. Show pesado do inicio ao fim, Stoner Rock dos melhores. Até roda de polga rolou, o que não seria normal, visto que a próxima banda já iria exigir bom fôlego do público.

VIOLATOR (DF)

A banda já era esperada pelas apresentações que vem fazendo em vários festivais pelo Brasil, sendo sempre muito elogiada. Fizeram seu Thrash Metal rápido e agressivo. Uma grande roda de polga se formou no show. Como ressalva ficou o show curto para a qualidade da banda, o público pediu, mas não adiantou, eles respeitam muito o underground e deixaram o tempo para as bandas que ainda viriam. Acredito que devem voltar a Natal pela receptividade que teve com o público presente.

SANCTIFIER (RN)

Banda local já estava a algum tempo sem fazer shows, bom motivo para fazer muitos metaleiros se aglomerarem no DoSol, não ficou espaço. O show foi mais assistido, rodas de polga não surgiram, até porque a próxima banda seria o Krisiun, ou seja, o público preferiu se poupar. Bom show, a expectativa é por outras apresentações.  

KRISIUN (RS)

A banda já se apresentou em Natal há muitos anos, e parece que deixou saudades. Uma grande roda se formou já na primeira música e foi até o fim do show, que teve um Armazém Hall lotado. Metal extremo como fazem, a rapidez e técnica foram a temática do show. Outra banda que respeitou bem o tempo, não atrasou e se mostraram muito simpáticos com o público.

GALINHA PRETA (DF)

Você esperava apenas um show de Hardcore? Pois ganhou um de Stand up no pacote. O cantor “Frango” é insano no palco. As letras sempre divertidas e os efeitos usados também deram o tom. Detalhe para a participação da cantora do Madame Satan no show, cantando uma música. Quem tem senso de humor gostou do que viu durante todo o show “Para de rir de mim!”.

DEAD FISH (ES)

Banda com mais de 20 anos de estrada fazendo hardcore melódico, tempo suficiente para conquistar fãs por todo o Brasil, e também que deteste a banda. O show teve músicas de toda a carreira do grupo a exemplo de “Sonho Médio”, “Afasia”, “Noite”, “Molotov”, “Autonomia”, entre várias outras. A banda já foi mais enérgica no palco, mas para os novos fãs e os mais saudosistas isto não importou, as músicas já bastaram. Vale ressalta a simpática dos caras no palco também, o espírito do underground ainda permanece.

Em suma o lado positivo do segundo dia do festival foi a cooperação entre as bandas, sempre se respeitando e instigando os diferentes públicos a se respeitarem. Quanto ao público em si, diferente do primeiro dia se mostraram instigados na maioria dos shows, se as músicas instigaram às rodas de polga, foi isso que se viu em quase todos os shows. De incidente só uma briga no show do Dead Fish, rapidamente controlada pelo próprio público e o causador retirado do local no mesmo momento (o show parou e só continuou quando o sujeito foi retirado). As bandas locais se mostraram em bom nível representando bem o estado no festival. Para finalizar o Festival DoSol de 2011, nas suas duas principais noites, foi um dos melhores até agora. Dois dias com boas bandas, grande público e estrutura das melhores, sempre melhorando a cada edição. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

RESENHA FESTIVAL DOSOL 2011 - PRIMEIRO DIA



      O sábado do festival, já costumeiramente, é pautado em bandas de rock alternativo, experimental e ritmos dançantes. É também o dia do festival com mais bandas, o que possibilita uma grande variedade de gêneros. Dentro desta diversidade, a principal inovação deste ano foi a entrada da “nova MPB” entre o cardápio de estilos apresentado, além de algumas surpresas que vamos comentar no decorrer do texto, vamos agora aos comentários banda a banda:

HEY APPLE (RN)

      Pautada no indie rock fizeram um show para poucas pessoas, é uma banda nova com gente que faz o estilo já há algum tempo.

DESSITUADOS (RN)

      Banda que mistura punk rock com alternativo, letras pessoais. Vem se apresentando nos mais diversos eventos pela cidade. Assim como a primeira banda ainda tocaram para poucas pessoas o que dificultou instigar o público, mas pelo que conversei com os caras estavam bem felizes com a oportunidade.

PLANANT (RN)

      A banda tem um som com influências de Echo And The Bunnyman e afins, já toca há algum tempo pela cidade, fizeram show também no MADA e em São Paulo. São competentes no que fazem.

INFLAMÁVEIS (RN)

      Banda que faz um rock puro, viajado e instigado. Finalmente uma banda que conseguiu instigar o público. Foram comentados como a banda revelação do primeiro dia.

O SONSO (CE)

      Comecei a ver e ouvir o show com uma leve impressão de que ouvir alguma coisa parecida com Cazuza e o Barão Vermelho, depois percebi que o cantor tinha a performance de palco nesta linha, com pitadas de Renato Russo no jeito de se mexer. Voltando ao som trouxeram para o festival um rock/pop com levada de nova MPB em alguns momentos. O som oscilava entre levadas mais dançantes, com refrão pegajoso, e alguns momentos de maior peso, o que não foi suficiente para fazer o público que já se encontrava no Armazém Hall se mexer, por mais que o cantor do grupo tentasse empolgar. Vale ressaltar que até o momento o público ainda era pequeno.

TOKYO SAVANNAH (SP)

      A banda paulista, Tokyo Savannah, trouxe para o palco do Centro Cultural DoSol um rock’n roll rápido, dançante, algo visceral. O espaço do DoSol também ajudou, por ser menor que o Armazém deu a impressão de maior público (realmente o público já tinha aumentado), empolgando a banda que fez um show enérgico com presença de palco, instrumental e  empatia com o público impecáveis. Das bandas que tocaram até o momento era também a mais conhecida, o que facilitou a relação público banda.

HELLBENDDERS (GO)

      A banda tem muitos fãs aqui no estado, neste show o Armazém já estava lotado. Seguramente foi um dos shows mais pesados do primeiro dia do festival, poderiam inclusive ter entrado no line-up do segundo dia. O som stoner rock fez muita gente bater cabeça do inicio ao fim da apresentação. Foi também a banda com mais “atitude” no palco, fugindo dos topetes e roupas coloridas, típicas das outras bandas da noite, e buscaram a todo o momento instigar quem estava na platéia. Os caras tem boa presença de palco e agradam tanto no vocal quando no instrumental agressivo e trabalhado.

VERNICE UNDER WATER (RN)

      Banda caseira tem público na cidade, gente que sabe realmente cantar as músicas dos caras. Problemas com a guitarra do Rafael Calango fizeram o show parar, mas nada que fizesse o público ficar chateado até porque, como falei anteriormente, quem estava ali queria realmente ver a banda, quem não gosta, e olhe que também tem gente para isso, ficou do lado de fora. Os problemas tornaram o show mais curto, mas eles souberam contornar bem a situação o que fez valer a apresentação.

SATAN DEALLERS (ARG)

      A banda Argentina começou o show com 15 minutos de atraso, o que chegou a ser percebido por alguns que esperavam os caras (tudo bem, o que é 15 minutos de atraso? Já vi bandas locais fazer pior). O que vale ressaltar aqui é que apesar de gringa, poucas pessoas entraram para ver a banda e quem entrou não se mexeu muito, apesar de o cantor ter “um puta vocal”, e os caras terem uma boa performance de palco. Quem não viu perdeu um bom show.

GLOOM (GO)  

      Você esperava ouvir, algum dia na sua vida, um cover de Sandy e Junior no DoSol? Se sua resposta foi não, você foi ao festival neste dia e entrou para ver essa banda, você ouviu, digo mais... “Vai ter que rebolar” foi a escolhida. Muita gente se impressionou com a ousadia, mas a banda tem essa proposta pop mesmo. Os instrumentistas dos metais mostraram boa presença de palco dançando o show todo, uma coisa meio Móveis Coloniais de Acaju, a cantora meio ao estilo Fernanda Takai, também se mostrou bem alegre.  No mais, quem era público do primeiro dia (tem aqueles que foram para ver as bandas mais pesadas e, portanto era público do segundo dia no primeiro) não se importou com o famigerado cover.

VIVENDO DO ÓCIO (BA)

      Olhando o visual dos caras imaginei ser um cover do The Mars Volta, sei lá... Eles devem curtir o som da banda. Mas o que importa é que a banda lotou o Armazém Hall com gente que gritava e cantava junto. Aqui faço outra ressalva, aquele baterista estava mesmo muito doido, era só ver a instiga do cara o show todo. Neste show o público chegou a ensaiar alguma coisa parecida com uma roda de pogo (roda de pogo em show com público indie é esquisito). No geral se você queria ouvir boas músicas e ver banda com boa presença de palco atingiu seus objetivos, apesar das ironias gostei muito do som deles, acho inclusive que vão acabar voltando a Natal mais algumas vezes como acontece com bandas que vão bem no festival e trazem público.

DO AMOR (RJ)

      Ai veio a primeira banda que realmente me assustou. O ritmo dos caras me lembrou algum axé baiano, tropicália ou coisa do tipo. Só consegui pensar nisso durante o tempo em que estive dentro do show e em cantar músicas do Chiclete com Banana, mas eles sabem disso. Se você acha exagero pergunta a mais alguém que estava lá dentro! Sim! Já ia esquecendo, eles tem fãs, inclusive com camisa da banda. É questão de gosto, eu falei.

CANASTRA  (RJ)

      Banda já grande no cenário independente, com baterista “ex-Los Hermanos”, não preciso dizer muita coisa. É uma big band, que toca e se veste tipicamente rockabilly (com exceção do Barba, baterista). O Armazém Hall lotou para ver a banda, que fez um bom show, baseado no contra-baixo acústico e metais, com bom ritmo fez muita gente dançar.

CAMARONES ORQUESTRA GUITARRISTICA (RN)

      Outra banda da casa. Grupo rodado no cenário local e nacional, fizeram o som instrumental de sempre com competência dentro do que se propõe. Público formado tem, o DoSol lotou para ver o show.

DUSOUTO (RN)

      Falar o que dos caras, eles e o Mc Priguissa estão tocando até em festa de criança, fica difícil não saber cantar as músicas da banda. Fizeram o de sempre, um show com participações do próprio Priguissa e de Danina Fromer pautado do reggae, ragga e funk. Quem estava dentro do Armazém Hall dançou e cantou as músicas, muita gente dançando até o chão, chão, chão, chão... Vou parar por aqui.

RINOCERONTE (RS)

      Pelo que algumas pessoas vinham me falando, esperava um DoSol lotado para o show da banda, mas até que deu para respirar legal. Música pesada e trabalhada ao mesmo tempo e público participativo deram um bom andamento ao show. Não sei se é porque esperava algo extraordinário, mas achei normal.

TULIPA RUIZ (SP)

      Show típico de nova MPB agradou em muito as meninas presentes ao show e alguns caras que gostam da música. O que se pode ressaltar é o teclado cheio de efeitos e a presença performática dela no palco. No mais é aquela coisa de voz suave, guitarra melosa e letra bonitinha.  

TALMA&GADELHA (RN)

      Banda com menos de um ano de formação, mas que tem componentes rodados, já tem clipe e cd lançados, além de turnê pelo Brasil. Fizeram um show bom para que gosta do som, foi mais uma banda que os que torcem o pescoço para ela não entraram e se pouparam de assistir. Os que entraram queriam mesmo cantar e dançar embalados pelo som do grupo.

BNEGÃO & OS SELETORES DE FREQUÊNCIA (RJ)

      Começo logo dizendo que esperava mais do show, mas acho que isso ficou mais para quem é saudosista do Planet Hamp, eu admito. O show é todo baseado no funk (funk ao estilo Tim Maia, não funk carioca, por favor), hip hop e algumas coisas de rock. No final do show tocou uma parte de “Legalize Já” que fez muita gente pular, mas foi só o que saiu da antiga banda. “Dança do Patinho” foi outra que mexeu com o público. Para o primeiro dia foi um bom show, quem queria curtir essa vibe mais swingue curtiu bem o show, os que queriam só fumar um cigarrinho da paz também.

      O primeiro dia chegou ao fim com boas apresentações, apesar de gostar ou não das bandas, não se pode dizer que era bandas ruins e se a intenção foi agradar a todos os públicos conseguiu o objetivo, afinal agregou bandas pesadas e leves, som psicodélico e música típica brasileira e conseguiu ter público para todas as atrações, por mais que, em muitas ocasiões, este público estivesse mais observando do que participando. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DISFEAR - MISANTHROPIC GENERATION



      Disfear é uma banda sueca de Crustcore em atividade desde 1989. Se você gosta de som agressivo, bateria rápida e guitarras distorcidas esse é um som que você vai gostar, o cd é porrada do inicio ao fim. Misanthropic Generation é um álbum que reuni características do death metal, thrash metal e hardcore com destreza. Seguem as músicas e os componentes da banda neste álbum:

01 - Powerload
02 - An Arrogant Breed
03 - Misanthropic Generation
04 - Rat Race
05 - The Final of Chapters
06 - Never Gonna Die
07 - Demons, Demons, Demons
08 - 26 Years of Nothing
09 - A Thousand Reasons
10 - The Horns
11 - Dead End Lives
12 - Desperation

Tomas Lindberg - Vocals
Uffe Cederlund - Guitar
Björn Peterson - Guitar
Henke Frykman - Bass
Marcus Andersson - Drums